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riscos_e_rabiscos

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Estou de chuva!!! :S

Opá, há coisas que me fazem fernicoques...! Chamem-me comichosa, chata, coisinha, ranzinza, chamem-me o que quiserem mas eu sou assim.

 

Então não é que a festa da escola, este ano, vai ser fora num auditório de uma escola qualquer? Pior, a escola fica onde Judas Perdeu as Botas e nós nem sabemos muito bem onde aquilo é. Pior ainda, temos, ou melhor, teríamos transporte da escola caso o motorista não fizesse um manguito à festa e fosse ficar em casa. É bem certo que não é obrigado a ir mas podia prestar algum "apoio solidário" aos colegas. Resultado, temos que ir de transportes públicos, a um sábado e de madrugada.

 

Agora questiono eu, alguém se lembrou de indagar se nós tínhamos dinheiro para os bilhetes dos transportes? Alguém se lembrou de dizer que nos pagava os bilhetes? É ir e pronto? Mas nós também não somos obrigados, vamos por amor à camisola e aos miúdos. Já pensaram que se não fosse a nossa boa vontade, ficava tudo "agarrado" e não havia festa para ninguém? E alguém nos dá mais valor por isso? E alguém nos agradece? E quem se lembra de que a escola avança graças a nós?

 

É isto que me aborrece, sabem. É tudo "venha a nós o vosso reino", só conseguem ver o próprio umbigo. Quando nós precisamos de alguma coisa... está bem, está! 

Uh... que sexy!

A campainha toca e eu acordo de um sono pesadíssimo devido ao efeito do antihistamínico. Levanto-me completamente zombie e vou abrir a porta. Era o carteiro que me vinha entregar uma encomenda da Yves Rocher. Agora digam-me lá... há coisa mais sexy do que atender a porta em camisa de dormir lingerie cor de rosa com florinhas, cabelos desgrenhados, havaiana no pé e ar de sono? Uau! Que susto sexy! Deve ter pensado o carteiro...

 

Quero acreditar que os carteiro já se deve ter deparado

com cenários bem mais estranhos do que o meu...

Ó pra mim de volta! :)

Tenho andado numa roda viva. Este fim de semana foi sempre a dar ao dedo: sábado a ver testes, domingo a registar as cotações nas grelhas aqui no computador, a tratar das músicas e letras das canções para a Festa Final da escola que, ao que parece, vai ser de pompa e circunstância!

 

Ao mesmo tempo que trabalhava no computador ia dando uma espreitadela ao jogo Portugal-Dinamarca, que a nossa selecção ganhou porque eu usei a pulseira especial que fiz para os apoiar. :PPP

Sei dizer que com os nérbius do jogo e com o lufa-lufa dos afazeres para a escola, acabei o domingo de língua de fora, mais cansada que eu sei lá!

 

Hoje de manhã, o "motor" não queria arrancar, e como um mal nunca vem só, o nariz entrou em protesto contra o tempo e desatou a manifestar-se espirrando sem parar. Senti-me uma desgraçadinha. Tinha que imprimir e recortar as letras das canções e não conseguia ver o que estava a fazer com tanto atchim e lenços de papel a passar à frente dos olhos. Como é que eu iria ser capaz de cortar as folhas com as mãos ocupadas de lenços de papel? Depois lembrei-me que tinha de pintar as unhas! Oh my God! A espirrar, a assoar-me e com as mãos sempre a mexer nos lenços? Missão impossível!

 

Tomei uma resolução limite: vou tomar um antihistamínico, mesmo correndo o risco de ir dar aulas e adormecer a meio de uma frase qualquer! Por acaso isto não aconteceu - foi mesmo só por acaso - porque estive a ensaiar as cantorias para a festa com os miúdos. No final das contas, os espirros acalmaram um pouco, consegui cortar a papelada e, o mais importante de tudo, consegui pintar as unhas.....!!!! Weeeeeeeeeeeeee!!!

Quem entrar aqui pela primeira vez e ler este post,

faça favor de andar para trás e ler outros...

é que os meus posts não costumam ser

tão... fúteis !?!

Os Santos Populares.

(Foto minha - versinho que acompanhava um manjerico que me foi oferecido pelos meus alunos o ano passado.)

Antigamente, enquanto eu fui miúda e adolescente, em todos os cantinhos aqui da minha zona - e eram muitos - haviam bailaricos. Era engraçado porque, na mesma rua, chegavam a haver dois bailaricos. Depois havia aqueles sítios que eram o "Top", como se fossem as discotecas mais famosas. Era aí que o pessoal namoradeiro ia controlar a potencial cara metade.

 

As noites de verão eram mais quentes e agradáveis, não havia internet nem telemóvel e a televisão à noite também não era nada de especial. Então, a seguir ao jantar, as amigas e os amigos encontravam-se e iam para os bailaricos. Geralmente, corriam-se os cantinhos todos para ver qual era o melhor em termos de música e de "vistas". Aquele que estivesse a bombar era onde se ficava. E é engraçado que mesmo não havendo telemóveis, os pais sabiam sempre onde estávamos.

 

Depois começou a aparecer a chungaria. Surgiram as bebedeiras desordeiras, as agressões, os grupos de gangs e o consequente desaparecimento progressivo destes cantinhos, que eram um pretexto para a comunidade local conviver em harmonia e alegria.

 

Hoje, acho que já não há nenhum bailarico aqui na zona, pelo menos desconheço, e se quisermos ir a algum arraial, temos mesmo que ir para os famosos bairros lisboetas.

 

Esta época também me traz muita saudade da minha época de universidade. Tinha sempre frequência no dia do desfile das marchas na Avenida da Liberdade, o que me tramava em termos de transportes pois parava tudo. Eram tempos giros mas que ficaram lá atrás.

Ajudar os outros...

AGRADEÇO QUE DEPOIS DE LEREM ESTE POST ACERCA DE SITUAÇÕES PASSADAS HÁ IMENSO TEMPO, NÃO ME DEIXEM COMENTÁRIOS A PEDIR DINHEIRO. TRABALHO A RECIBOS VERDES E GANHO 150 EUROS POR MÊS. PRECISO DE DIZER MAIS ALGUMA COISA?

Todos nós em determinadas alturas da nossa vida precisamos (precisámos ou vamos precisar) da ajuda de alguém. Seja de que maneira for, é uma verdade. Uma ajuda maior ou mais pequena mas haverá sempre alguém que nos irá dar a mão.

 

Quando eu era miuda, tinha uma amiga cujo agregado familiar era grande e era só o pai a trabalhar para dar de comer áquela gente toda. A minha mãe tinha muita pena das miúdas (eram quatro de idades diferentes) e estava sempre a dizer-lhe para almoçarem aqui comigo. Um dia uma, outro dia outra e assim lá lhes ia matando a fome. Havia uma que adorava a feijoada da minha mãe e sempre que a minha mãe fazia, ela vinha sempre cá almoçar, não falhava. E quem diz comida, dia muitas outras coisas. A minha mãe sempre teve este enorme coração, sempre gostou de ajudar os outros (muitas vezes em detrimento de si própria) de fazer o bem sem olhar a quem.

 

Todas nós crescemos e seguimos com as nossas vidas. Duas delas conseguiram casar com maridos ricos e a nível monetário estão muito bem na vida. As outras duas digamos que estão bem melhor do que eu. Têm vidas organizadas e desafogadas monetariamente. O único probelma que lhes é comum é a "Memória Curta". Quando vinham visitar os pais, eram incapazes de tocar à porta ou chamar à janela para dizer olá ou saber como nós estávamos.

 

Passados uns anos, uma amiga minha viu-se em apuros e eu dei-lhe a mão. Ela era uma brasileira casada com um português. No Brasil, tinham uma boa vida, eram donos de um restaurante-bar e tinham uma vida organizada. Um dia a tragédia bateu-lhes à porta: um incêndio consumiu-lhes a casa onde tinham a casa e o restaurante. Ficaram sem nada, com um bebé de poucos meses nos braçoes e pão com manteiga e café que os vizinhos lhe davam para comer. Com a ajuda da família, vieram para cá. 

 

Como a família já os tinha ajudado muito, vieram falar comigo. Precisavam de dinheiro para comprar alguma mobília para a casa que tinham alugado para deixarem a casa da família onde estavam a viver. Na altura, eu tinha um bom ordenado e não tinha responsabilidades, e pude emprestar.lhes o dinheiro. Ajudei-os muito de outras formas: roupa e comida para o bebé e para ela e muitas outras pequenas coisas. Depois de contas acertadas e como agradecimento pela ajuda e amizade, fui madrinha do seu segundo filho.

 

Até que esta amiga começou a mostrar um comportamento bipolar. Começou a fazer comentários desagradáveis e ofensivos contra a minha pessoa, a cobrar certas e determinadas coisas que ela "achava" que eu devia pensar e fazer. Eu que sempre fui meio rebelde quanto áquilo que os outros acham que eu devo pensar e fazer, que sou muito sensível com as injustiças e não me achando merecedora de tais atitudes, calei-me e afastei-me. A consequência? Perdi o contacto com o meu afilhado. Lamento-o profundamente mas se o pai quisesse que houvesse contacto trazia-o aqui a casa uma vez que estão sempre a visitar a irmã que mora na rua de baixo e, ao longo destes anos, foi incapaz de me vir mostrar o menino. e o erro não foi meu, foi dela, e o marido sabe disso.

 

Em suma, as acções ficam para quem as pratica, assim como o peso na consciência. Não desejo mal a ninguém, mesmo até a quem me fez já muito mal. Eu sempre fiz o que achei que devia fazer, sem cobrar e nem esperar nada em troca. Esta sou eu, a Pepper que vocês conhecem...

 

O Mundo é Mesmo Pequeno.

Há uma moça que mora aqui para os meus lados que também apanha o mesmo autocarro que eu quando vou para a escola. Como é um autocarro que transporta sempre as mesmas pessoas, acabamos por nos conhecer todos, mesmo que não nos falemos. O nosso elo de ligação acabam por ser os motoristas que são quase sempre os mesmos e de quem vamos sabendo os nomes.
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Na altura da Páscoa, vi a tal moça, enquanto esperávamos a chegada do autocarro, a coser umas coisas em feltro. Pelo que pude ver, pareceram-me uns coelhinhos. Fiquei a pensar naquilo e para que seriam, se eram para oferecer, se para vender. Se ela trabalha nalguma escola e seria para os miúdos... A verdade é que nunca descobri e também nunca mais a vi com nada destas coisas.
Reparei, no entanto, que ela olha muito para as minhas mãos, ou pulsos ou peito. Calculei que fosse por gostar das bijuterias que faço e uso.
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Hoje, ao publicar algumas novidades no meu facebook, reparei numa foto de uma amiga minha. Detive-me a olhar para aquela foto, com a sensação de que aquela cara não me era estranha... E não era mesmo! Naquela foto aparecia a tal moça que apanha o autocarro todos os dias comigo e que, afinal, também se dedica ao artesanato. Daí os coelhinhos e o observar-me com tanta atenção. Quando estamos envolvidos em determinadas coisas, estamos sempre mais alerta e observadores para esse tipo de coisas.
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Quem diria que eu iria encontrar a tal moça no meu facebook e através de uma amiga que é de bem longe de Lisboa? O mundo é realmente bem pequeno...

Dia de Folga! :)

 

Hoje foi dia de ficar em casa. As crianças foram de passeio e eu fui autorizada a ficar em casa. Com um dia de choviscos e tendo eu acordado toda partida (concerteza devido à mudança do tempo), calhou mesmo bem.

 

Tenho estado a aproveitar para fazer os últimos testes e algumas fichas de trabalho mas a vontade parece que fez ponte! Estou em velocidade caracol a fazer as coisas e com um palito a segurar as pálpebras... Já tomei dois cafés mas não me parece terem feito qualquer efeito.

 

Desconfio que, apesar do meu reduzido horário de trabalho, estou a precisar de umas mini-férias...